Dor

10 10UTC Junho 10UTC 2009

Descobri que melhor escrevo quando dói… e quando a dor é companhia única, prefiro não escrever. Não é complexo de se entender, é uma escolha sensata. Escrevo bem porque me perco nas palavras, nos sentimentos, tudo vem com muita sinceridade. É por isso que opto por não escrever: eu devo controlar minhas palavras, nunca ser delas. Me perder e cair nas armadilhas da confusão sentimental é tão bom quanto ruim para qualquer escritor.

Essa é a minha desculpa pela ausência… e pelo texto grande. Grande porque a dor ainda está aqui, e resolvi me castigar rabiscando algo sobre ela. Se é para doer, que venha com força, com razão, de uma vez. Eu pioro a situação da maneira que posso e faço do meu dia um lixo. Em conversa amiga, ouvi certa vez que eu deveria evitar. Se  a tristeza vem, engane-a. Rejeitei o conselho, não sou de enganar meu próprio coração.

Que eu seja direta, que eu sempre abra a jogo comigo mesma. Deixe que meu drama barato seja, parafraseando Vinícius, eterno enquanto dure. De fato, é como uma forca por infinitos minutos. Eu morro e renasço tantas vezes por decepção… Faz mal a alma, ao coração… e eu bebo desse veneno lentamente. É meu jeito peculiar de sofrer, não me negue isso.

De mim a mim mesma, em um momento menos lúcido.