Groooaaaah!

Groooaaaah!

Não escrevo sobre mim – prometi a mim mesma há algum tempo. Não sei falar do meu próprio umbigo. Descobri que o que meus olhos vêem passa longe do que os dos que convivem comigo. Além do mais, com o passar do tempo fica chato me ouvir repetir que sou perfeccionista e sempre desconfiei que tenho TOC.

Não tem a ver com o clichê “quem se descreve, se limita”, não. Sei escrever sobre várias coisas, mas não sobre o ser que vós fala. Resolvi, então, escrever sobre o que escrevo, apesar de não saber muito bem porque escrevo. Exorcizar os demônios com palavras é um bom exercício. Passar horas com um lápis em mãos, ou até mesmo ouvindo os “clics” do teclado faz milagres; coisas que todos os psicólogos do mundo não conseguiriam fazer. De fato, é muito bom, mas apenas no começo; cansa muito rápido.

Sou do tipo que não leva a sério todos os projetos; são inúmeros, de tipos variados e infinitos e todos tão interessantes… E de tão interessantes me fazem perder o tesão mais cedo do que eu mesma imagino. Posso vir a desistir desse blog em três, dois…

Por fim, e totalmente sem importância, agradeço minha mãe por não me ouvir, meu pai pela filosofia barata, minha irmã pelos tabefes, meus primos pelos inúmeros traumas infantis, meus amigos pela impaciência, minha faculdade pelas horas de desespero, meu chefe pelas broncas, meus amores pelas decepções e minha cachorra pelos cocôs a serem recolhidos.

Sem vocês esse blog estaria em branco… ou não.

(: