Clan of Xymox
13 13UTC Julho 13UTC 2009
Evito, usando extrema força, resumir um post a uma letra de música, mas hoje, só hoje, acho que Xymox traduz o que eu gostaria de colocar aqui. Fica a letra de Waterfront e meu tormento nas entrelinhas.
Leave me alone, get out, out of my face!
Leave me alone, get out, out of this place!
Stop haunting me! Stop haunting me!
Stay in the shade, keep out of my way!
What do you want of me? How low can you be?
Stop haunting me! Stop haunting me!
Just go anywhere the wind blows,
Just go anywhere at all!
Leave me at the waterfront.
Your mouth big as the moon,
You’re like a hole for two.
You know what I mean when I say
Strange beasts live in you.
Stop haunting me! Stop haunting me!
Just go anywhere the wind blows,
Just go anywhere at all!
Leave me at the waterfront.
There’s so much dirt you spread,
How low can you get?
I am so sick of you,
You keep coming back!
Stop haunting me! Stop haunting me!
On the waterfront, on the waterfront.
On the waterfront, on the waterfront.
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28 28UTC Maio 28UTC 2009
Eu escrevo. Escrevo para ganhar dinheiro, escrevo por diversão. Escrevo por culpa, por sofrimento, por terapia. Minha última sessão, aliás, tem me proporcionado algumas dores de cabeça. Um conto, que começou com pouco mais de cinco páginas, e que agora não é nada menos que um livro. E por que as dores de cabeça? Sou perfeccionista. Leio o que já escrevi duas, três vezes por semana… e sempre mudo o que já está no papel. E mesmo o elogio eufórico de alguns não me faz satisfeita. Eu apago, a borracha foi feita para isso mesmo; foi feita para pessoas como eu, gente que não se satisfaz nem com o seu melhor. Gente que precisa rever tudo o que fez e que quer, por algumas poucas vezes, modificar o que um dia já foi proposto. E quando você não tem tempo de pensar e muito menos de apagar, o seu melhor fica escondido. Quer um exemplo? Escrevo roteiros, trabalhos, textos com prazo absurdos. Depois de entregues, eu os leio… e às vezes é como se eu não tivesse escrito nada.
Song to the siren, Cocteau Twins: vale a pena ser ouvida.